Programa Prospera MEI deve beneficiar 212 mil microempreendedores no DF

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O recém-sancionado programa Prospera Microempreendedor Individual (MEI) promete injetar fôlego financeiro e desburocratizar a atividade de cerca de 212 mil pequenos empresários no Distrito Federal.

A iniciativa federal surge para aliviar um cenário de inadimplência apontado por levantamentos do setor: dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicam que, em um universo estimado em 454 mil pequenos negócios na capital do país, quase 46% dos microempreendedores já enfrentaram atrasos no pagamento das guias mensais do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

O pacote de mudanças estruturais, formalizado por meio da legislação complementar que reformula as diretrizes do Simples Nacional, introduz mecanismos de fomento e regularização fiscal.

Entre os principais eixos do programa está a remissão de débitos tributários federais — que abrange contribuições previdenciárias, multas e juros acumulados — para passivos constituídos até 13 de outubro de 2026. O perdão fiscal passará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2027, condicionado à adimplência regular do empreendedor nas guias mensais subsequentes durante os primeiros seis meses de vigência.

Além da anistia a débitos passados, a nova normativa altera parâmetros fundamentais para a expansão dos negócios autônomos no Distrito Federal e em todo o território nacional.

O limite de faturamento anual do MEI, fixado atualmente em R$ 81 mil, passará por reajustes progressivos, alcançando R$ 110 mil a partir de 2027 e elevando-se para R$ 140 mil em 2028. Paralelamente, o texto legal amplia a capacidade operacional das empresas individuais ao autorizar a contratação de até dois empregados, o dobro do teto anterior.

O conjunto de medidas também busca aproximar os pequenos negócios de contratos governamentais, facilitando a participação em licitações e compras públicas.

O teto para disputas exclusivas voltadas a micro e pequenas empresas será ampliado para R$ 130,9 mil, enquanto as contratações diretas por meio de plataformas como o Contrata+Brasil passam a contar com limites revisados para até R$ 32,7 mil, garantindo maior integração dos empreendedores brasilienses aos mercados institucionais.

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