Um modelo de conservação aliou inovação tecnológica e ações socioambientais para garantir longevidade e competitividade no mercado de carbono em uma área de 14 mil hectares, em Roraima. A iniciativa é uma alternativa produtiva para áreas florestais que ainda mantém vegetação nativa e que estão sob pressão do desmatamento legal.
O acúmulo desses gases na atmosfera é apontado como a causa para o aquecimento global, as mudanças climáticas e o aumento da recorrência de eventos climáticos extremos.
Segundo o diretor-presidente da ZEG, Carlos Jacob, a área pertence a um produtor rural de soja de Goiás que havia solicitado ao Estado a autorização para desmate legal.
Na área onde o modelo de conservação foi implementado o bioma é amazônico e, portanto, a reserva legal seria de 80% dos 14 mil hectares. Mas, como o estado de Roraima concluiu o zoneamento ecológico-econômico em 2022, o proprietário passou a ter direito de desmatar metade da área para plantar soja.
“A gente ficou sabendo que ele estava com esse pedido de supressão da área. Então, a gente contatou o produtor e no começo ele ficou bastante com dúvidas se esse era o caminho a seguir, mas ele acreditou no nosso projeto e decidiu embarcar”, conta Jacob.
A proposta apresentada pela empresa ao produtor rural previa um modelo inovador com investimentos em tecnologia de monitoramento e prevenção de incêndio, programa socioambiental voltado às comunidades coletoras de castanha-do-Pará do entorno e todo o processo de certificação dos estoques de carbono existentes.
Segundo Carlos Jacob, essa iniciativa é decisiva para dar credibilidade aos investidores após o colapso do mercado de conservação, entre 2021 e 2023, causado por números de mitigação superestimados e comercialização de estoques em áreas sobrepostas a terras públicas.
