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Moradores pressionam e Seduh decide rever proposta da Luos para o Jardim Botânico 3

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A revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) no Jardim Botânico ganhou um novo rumo após a reação de moradores durante audiência pública promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh). O encontro ocorreu no auditório do Centro de Práticas Sustentáveis (CPS) e reuniu representantes da comunidade, técnicos da pasta e lideranças da região.

A proposta apresentada pela equipe técnica previa alterações urbanísticas em áreas do Jardim Botânico 3, incluindo a possibilidade de ampliação de usos em determinados lotes residenciais, permitindo atividades comerciais e prestação de serviços de forma mais flexível.

Segundo a Seduh, o objetivo era estimular o desenvolvimento econômico local e ampliar possibilidades de ocupação urbana sem obrigar mudanças imediatas nos imóveis já existentes. Apesar disso, a proposta gerou forte resistência entre os moradores presentes na audiência.

Durante as manifestações, moradores demonstraram preocupação com possíveis impactos na característica residencial da região, aumento do fluxo de veículos, pressão sobre a infraestrutura urbana e mudanças no perfil urbanístico do bairro.

Diante da repercussão negativa, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF, Marcelo Vaz, afirmou que a secretaria decidiu reavaliar o trecho da proposta relacionado ao Jardim Botânico 3.

Segundo ele, os estudos técnicos são elaborados com base em critérios urbanísticos e metodologias da equipe da pasta, mas ressaltou que a participação popular é fundamental no processo de construção das alterações da Luos.

Após ouvir as manifestações da comunidade e discutir o tema com técnicos da secretaria ainda durante a audiência, a Seduh informou que irá reconsiderar as mudanças previstas para a região.

O episódio evidenciou a mobilização dos moradores do Jardim Botânico em temas ligados ao planejamento urbano e ao crescimento da cidade. A discussão também reacendeu o debate sobre o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, preservação da identidade residencial e qualidade de vida em uma das regiões que mais crescem no Distrito Federal.

A expectativa agora é que a secretaria realize novos estudos e mantenha o diálogo com a população antes de apresentar uma nova proposta para a região.

Fonte: Policiamento Inteligente

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