Collor, menino mimado de Arnon, ostenta no Facebook o retorno de seus três “filhos”: Ferrari, Porsche e Lamborghini

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Por Fred Lima

Alagoas é conhecida pelas belas praias e pelo povo hospitaleiro. Porém, infelizmente é conhecida também por eleger senador assassino, presidente da República que renunciou para não ser impeachmado e presidente do Senado corrupto.

Não é preciso voltar ao passado para mostrar ao leitor o que significou o governo Fernando Collor de Mello para a população da época, que elegeu um presidente que afirmava durante a campanha que seu adversário confiscaria a poupança dos brasileiros, quando, na verdade, foi ele quem confiscou após a sua posse.

O interessante é que o ex-presidente que sofreu um processo de impeachment na Câmara dos Deputados obteve do povo alagoano a absolvição e retornou à cena política diretamente para o Senado, um cargo alto para quem saiu pelas portas do fundo do Palácio do Planalto.

Quando alguns chegaram a acreditar que o “caçador de marajás” tinha aprendido a lição, logo viram que o filho de Arnon de Mello continua como sempre foi: mimado, arrogante, ostentador e metido em escândalos de corrupção. É, Collor não aprende!

A última pérola do senador foi postar em sua página no Facebook um vídeo onde mostra o retorno de seus três “filhos” à Casa da Dinda. São eles: Ferrari, Porsche e Lamborghini. O tom de deboche e arrogância no texto que acompanha o vídeo deixa qualquer um indignado, com exceção daqueles que votam em Collor por interesse pessoal. “ELES VOLTARAM AO SEU DONO – Lembra-se daquela operação espetaculosa, com potentes helicópteros e dezenas de viaturas ostensivas, que ocorreu três meses atrás, em Brasília, para apreender veículos pertencentes ao senador Collor? Pois bem, eles estão de volta à garagem do seu proprietário, por determinação do STF”, afirma o texto.

Collor sempre foi o queridinho de Arnon, o senador que matou outro em plena sessão, em dezembro de 1963. O mimo do pai era tão grande que Pedro Collor, seu irmão caçula, era o preterido da família. Dizem as más línguas que a inveja de Pedro para com Fernando começou quando eram pequenos. Também não era por menos. O pai fazia diferenciação na cara dura.

Os “filhos” voltaram a Collor, mas a sua ética continua em cheque, como sempre esteve, mesmo após a absolvição pelo STF. É a segunda vez que o senador se mete em um grave escândalo de corrupção, no caso o petrolão. No primeiro foi absolvido por 5X3 votos no Supremo Tribunal Federal (STF) graças à falta de um elemento comprobatório, apesar dos indícios de seu envolvimento serem fortes até hoje. Já do segundo, dificilmente escapará.

Do jeito que as coisas estão caminhando na Operação Lava Jato, nem macumba para o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, poderá salvar o senador. No final, Collor pode ficar emburrado igual quando se toma um pirulito de uma criança. Ou então três carrões nada baratos.

Fonte: Blog do Fred Lima