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Adriana Villela Pode Ser Presa a Qualquer Momento, Afirma MPDFT

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu a prisão imediata de Adriana Villela, condenada a 61 anos e 3 meses de prisão pelo envolvimento na morte de seus pais e da empregada da família, crime ocorrido em 2009. O pedido veio logo após a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), que recentemente validou a execução da pena para condenados pelo Tribunal do Júri, independentemente do esgotamento de todos os recursos.

O documento, assinado nesta terça-feira (8/10), visa aplicar essa nova interpretação no caso de Adriana, condenada em 2019 como mandante do assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Villela, sua esposa, Maria Villela, e da funcionária da casa, Francisca Nascimento Silva. O triplo homicídio, conhecido como o “Crime da 113 Sul”, marcou Brasília pela brutalidade e pelas falhas iniciais nas investigações.

Condenação e novo entendimento jurídico

Após a condenação, Adriana respondia ao processo em liberdade, amparada por uma disposição anterior do Código de Processo Penal (CPP), que permitia a réus primários aguardarem em liberdade até que todos os recursos fossem julgados. Com a nova decisão do STF, no entanto, o MPDFT defende que a arquiteta deve ser presa imediatamente, seguindo a regra de execução provisória da pena para condenados pelo Tribunal do Júri.

Agora, cabe ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidir se acata o pedido do Ministério Público e emite o mandado de prisão.

O caso que chocou Brasília

O triplo assassinato aconteceu em agosto de 2009, quando os corpos de José Guilherme Villela, Maria Villela e Francisca Silva foram encontrados no apartamento da família, na 113 Sul. O crime, que envolveu múltiplas facadas, gerou grande comoção na capital federal e colocou Adriana Villela sob investigação, especialmente pelo fato de a porta do apartamento não ter sido arrombada, sugerindo que os assassinos tinham acesso facilitado ao local.

Anos de investigações e julgamentos culminaram na condenação de Adriana como a mandante do crime, sob a acusação de que ela teria colaborado com os executores para a entrada no apartamento.

Impacto da decisão do STF

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal muda o curso do processo de Adriana Villela e de outros casos similares julgados pelo Tribunal do Júri. Com a validação da prisão imediata, mesmo com a possibilidade de recursos pendentes, o STF visa tornar mais efetiva a aplicação da justiça e evitar que condenados permaneçam em liberdade por anos enquanto recorrem de suas sentenças.

Se o Tribunal de Justiça do DF acatar o pedido, Adriana pode ser presa em breve, encerrando um processo que se estende por mais de uma década e que mobilizou a opinião pública de Brasília. O “Crime da 113 Sul” permanece na memória coletiva como um dos casos mais emblemáticos da criminalidade na capital federal.

Foto:

Rafaela Felicciano/Metrópoles

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