A decisão da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians, neste domingo (1º), às 16h, no Mané Garrincha, em Brasília, terá um público estimado em 70 mil pessoas.
O estádio será palco de uma grande manifestação coletiva contra o racismo com a realização da campanha Cartão Vermelho para o Racismo.
Antes do apito inicial, servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) distribuirão cartões vermelhos na entrada do estádio.
Em seguida, torcedores, jogadores, comissões técnicas e equipe de arbitragem levantarão os cartões simultaneamente, formando um minuto de protesto e conscientização contra qualquer forma de discriminação racial.
A ação também será reforçada nos telões e nas peças de comunicação visual da arena, levando ao público a mensagem de tolerância zero ao racismo e de valorização da diversidade.
A iniciativa transforma um dos símbolos mais conhecidos do futebol em ferramenta de mobilização social.
Criada pela Sejus-DF em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a campanha estreou em maio de 2025, na partida entre Vasco e Palmeiras, também no Mané Garrincha, e desde então percorre estádios de diferentes regiões do país.
Idealizadora da iniciativa, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destaca que a proposta é transformar o futebol em vitrine permanente de conscientização. “Esse acordo com a CBF firma o compromisso do futebol em abrir espaço para falarmos de igualdade racial. Em todas as comunicações nos estádios, a mensagem será a mesma: cartão vermelho para o racismo”, afirma.
Para o presidente da CBF, Samir Xaud, a campanha reforça o papel social do esporte. “O futebol é de todo mundo e não aceita mais esse tipo de atitude. Temos que ser duros contra o racismo e fazer essa mensagem chegar a todo o país”, declarou.
