A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começou a desenvolver o projeto Habitação Saudável, com o objetivo de evitar a disseminação da tuberculose. O programa é projetado com o uso de tijolos vazados, abertura de janelas e lajes com caimentos corretos, que podem deixar as casas de favelas brasileiras mais agradáveis e evitar doenças.
Há quatro anos, foi desenvolvido um projeto-piloto, no Complexo de Manguinhos, conjunto de favelas vizinho à sede da Fiocruz, na zona norte do Rio de Janeiro, a partir da análise dos dados sobre a incidência de tuberculose na região.
“Aquelas casas que tinham maior número de pessoas, com problemas de ventilação, de iluminação direta da luz solar eram locais propícios para a contaminação”, explica a pneumologista Patrícia Canto Ribeiro, coordenadora de Atenção à Saúde da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz.
A princípio, a ideia era escolher 40 casas da comunidade e produzir plantas arquitetônicas modelos, com melhorias de baixo custo, para serem aplicadas em outros imóveis da região. O projeto teve de ser adaptado em 2020, devido à pandemia.
O foco da Fiocruz passou a ser na capacitação de 130 agentes comunitários, que receberam instruções sobre a metodologia das habitações saudáveis e na produção de material educativo, como vídeos e uma cartilha.
O financiamento do Habitação Saudável permitirá também que o projeto se expanda a outras comunidades do país.
Rosana Jesus
Jornalista | MTB – 0011674/DF
