É DE BRASÍLIA | Sob ataque do MP, a saúde publica do DF vai se recuperando da COVID-19

E de Brasilia

Por Milton Gonçalves

Mesmo em meio ao caos, a saúde pública do DF vem conseguindo prestar um serviço de qualidade e eficiência para os moradores da região e entorno

 

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) deflagrou na semana passada, a Operação Falso Negativo. O objetivo seria de apurar supostas irregularidades na compra de testes e na sua eficácia na detecção da COVID-19. Todo insumo, produto ou medicamentos antes de ir para as prateleiras ou ser distribuído pela Secretaria de Saúde tem que passar pela inspeção e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é a responsável pela comprovação dos resultados finais destes testes.

A prisão da cúpula da Saúde do governo de Ibaneis Rocha no Distrito Federal de forma exagerada coloca em questão se realmente o motivo da prisão seria a preocupação com a saúde pública ou um mero embate político. A defesa acusa que o Ministério Público age de estratagemas nas prisões no intuito de angariar provas ou possíveis delações premiadas encarcerando o individuo sem ao menos ter provas contundentes em mãos, para no final terminar mais uma vez tudo em pizza.

Ao contrario do que as acusações do MP apontam, o Distrito federal vem se destacando cada vez mais na luta contra pandemia, prestando atendimento de qualidade e proporcionando um tratamento de excelência para os pacientes contaminados com novo vírus da COVID-19.

Destacando-se a frente dos outros estados, o Distrito Federal possui uma das melhores estruturas, equipamentos e condutas de tratamento da doença nos hospitais de campanha, e o mais importante é que os indicadores apontam redução nos casos de COVID e um grande aumento no numero de recuperados no DF.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal investiu R$ 79.449.903 na contratação emergencial de 197 leitos para o Hospital de Campanha do Mané Garrincha. Em funcionamento desde 1° de agosto o hospital de campanha da Polícia Militar conta com 80 leitos de UTI com suporte de hemodiálise e 20 leitos de enfermaria.

A pergunta é retórica. Será que se os funcionários a frente da Secretária de Saúde não assinassem os contratos para as compras dos testes de carácter emergencial não caracterizaria desídia e falta de compromisso com a população do DF?

Se coloquem no lugar desses funcionários da saúde do DF e reflitam qual seria a decisão de vocês em meio ao um pandemia envolvendo um vírus desconhecido e que gera inseguranças de acertos e erros.

* Milton Gonçalves é jornalista, blogueiro, editor do É de Brasília e associado da ABBP
 
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