Os postos policiais e as políticas de segurança no DF

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Posto policial Por Aderivaldo Cardoso

Em nosso último artigo falamos sobre o que é um policiamento inteligente, ou seja, aquele que busca a eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais, tendo como base os anseios da comunidade. Lembramos que as ações de segurança pública devem focar sempre na redução de espaços da atuação dos criminosos. Durante muito tempo as “políticas de segurança pública” focavam no aumento de viaturas e na saturação de área, em 2006, no início do Governo Arruda, tentou-se mudar o foco: o espalhamento de postos policiais no território foi uma tentativa de reduzir tais espaços.

Os postos de segurança foram instalados em 2008 para aproximar a PM dos moradores, mas assim como o governo Arruda ruiu, o projeto de postos também.

Na última semana um posto da Polícia Militar foi incendiado em Santa Maria, no Distrito Federal, no ano passado, houve pelo menos 14 unidades incendiadas na cidade. Os postos são frágeis e funcionam como combustível durante a combustão, um perigo para os policiais que trabalham nele.

Como falamos em postos e viaturas, se formos analisar as políticas de segurança pública no DF a grande maioria sempre girou em torno de equipamentos, tais como: viaturas, postos e câmeras, mas quem trabalha realmente são os policiais na rua, qualquer boicote por parte destes profissionais pode trazer sérios danos a qualquer projeto, assim como ocorreu em governos anteriores. Aí fica a pergunta: em algum momento da história o governo tentou fazer algum projeto dialogando com as categorias policiais? Em algum momento focou naquele que atua na linha de frente?

É pouco provável que projetos e políticas públicas de segurança funcionem sem o tripé: diálogo com a sociedade, valorização de fato da base que atua nas ruas e redução efetiva dos espaços de atuação dos criminosos. Qualquer projeto que não atue neste tripé estará fadado ao fracasso e não passará de um projeto de marketing.

Da Redação do Portal ABBP