A culpa é (e será) sempre da comunicação

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ComunicaçãoPor Ricardo Callado

Um governo para dar certo precisa de uma boa comunicação. A construção da imagem positiva de uma administração e de um gestor é fundamental para o sucesso. A antecipação de crises evita problemas e dá mais tranquilidade ao governador.

Uma boa comunicação se faz com um bom governo. Não faz milagre sozinha. É preciso que deixa-a trabalhar e que a chame para as decisões de governo. Se o governo é ruim, não deu certo, a culpa cairá na comunicação. É o injusto, mais é assim que funciona.

Um governador tem que entender sobre a importância da imagem pública e a influência do marketing político na esfera da visibilidade.

Uma comunicação de governo se faz através de quatro eixos centrais: a construção da imagem pública do governo, a influência do marketing político, os apelos estratégicos utilizados pelo governo e, finalmente, a simulação de características jornalísticas noticiosas nas mensagens.

Esses quatro eixos possibilitam uma compreensão ampla da construção da imagem pública do governo. E quais são os objetivos de sua política de comunicação pública.

Agora, quando um governo nem política de comunicação pública possui, fica fácil saber o que vai acontecer depois de quatro anos. E a culpa recairá para a comunicação.

Não adianta inventar a roda. O feijão com arroz dá a sustância que o governo precisa para se comunicar melhor. O governador Rollemberg precisa trazer a comunicação para a mesa de decisões do governo. E ouvi-la. Esse é o feijão com arroz.

É preciso um plano de comunicação para as principais ações de governo. O que poderia ser uma notícia positiva, acaba criando uma nódoa negativa. O combate a invasão de terra acaba se perdendo por falta de sensibilidade do governo.

A ação da Agefis no Vicente Pires foi mal trabalhada. Faltou estratégia. Não se criou um clima favorável junto à população para o combate a grilagem. E o ato ainda foi carimbado como o “Massacre da Chácara 200”. Munição para os adversários usarem nas inserções partidárias nos próximos três anos e durante a eleição de 2018.

E não vai parar por aí. A promessa é uma grande ação no assentamento 26 de setembro. Já falam em um novo “massacre”. Está se criando uma consciência coletiva de que a orla do Lago Paranoá continuará inviolada. As mansões dos Lagos Sul e Norte estão preservadas de qualquer “massacre” da Agefis. Mesmo que a operação na área mais nobre de Brasília venha a ser executada, o estrago já foi feito. Esse desgaste já esté na conta do governo. E, claro, a comunicação levará a culpa.

A falta de um plano de comunicação para ações importantes mostra a fragilidade do governo. E falta de habilidade para se comunicar. Não basta ter uma boa equipe de comunicação. É preciso demanda-la. E aceitar suas ponderações.

E interagir com os mais diversos canais de comunicação existentes. A mídia tradicional, com os jornais, rádios e TVs, até as novas mídias com as redes sociais, blogs e portais. Não se pode desprezar ninguém quando um governo quer levar a sociedade suas ações.

Também falta ao governo o viés político. A relação entre comunicação e política deve ser harmônica.

A comunicação tem, hoje, uma importância fundamental na ampliação da esfera pública e na união dos membros de uma sociedade. É levantar algumas preocupações quanto à percepção do papel desempenhado pela comunicação na mediação entre o governo e a sociedade.

A comunicação na política ganhou status de ferramenta estratégica e é tida como essencial num planejamento estratégico de governo. Se o governo não usa a comunicação de forma correta, não há planejamento que resolva.

Se trata a imprensa como adversária, então o problema é ainda mais grave. Percebe-se uma falta de postura democrática na forma de se comunicar com a sociedade e com os canais de comunicação. Uma comunicação cidadã, informando adequadamente a população para a formação de uma opinião pública e para a tomada de decisões.

Não existe mídia nem mais nem menos importante. O que existe são políticas de comunicação equivocadas. Geridas pela intolerância e o preconceito de quem nunca sai de gabinetes.

Pesquisas de avaliação do governo devem pipocar em breve. Sem planejamento, sem estratégia, sem plano de comunicação e com resistência, principalmente, as novas mídias, é fácil prever o futuro. A culpa, mais uma vez, será da comunicação. Que por sua vez, colocará a culpa nos jornais, blogs, rádios e tvs…

Da Redação do Portal ABBP