De acordo com o posicionamento do ministro da fazenda, Fernando Haddad, a Petrobras pode agir para impedir ou, pelo menos, atenuar altas nos preços dos combustíveis em razão da elevação de impostos.
Duas rodadas de aumento na tributação sobre combustíveis estão previstas para os próximos meses, o que pode impactar os preços ao consumidor. No entanto, para que não haja essa elevação, a empresa teria de baixar os preços dos combustíveis na bomba quando os aumentos de tributos começarem a valer.
Os estados devem promover alterações no formato de cobrança do ICMS sobre gasolina, já neste mês de junho.
Conforme estimativa do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), “a média das alíquotas dos estados fica em torno de 19%. O índice representa R$ 1,0599/litro. Com a vigência do valor de R$ 1,22/litro, a partir de 1º de junho, um aumento médio de R$ 0,16/litro, representa uma elevação de 22% no preço final ao consumidor, na média Brasil”.
Segundo Haddad, a Petrobras deixou claro que vai olhar o preço internacional, e que a estatal pode combinar a queda do preço do petróleo e do dólar e reonerar sem impacto na bomba.
Rosana Jesus
Jornalista | MTB – 0011674/DF
