Rollemberg: o “socialista” da direita que faz um governo de contenção de gastos que causaria espanto até no “Thatcherismo”

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Por Fred Lima

Em tempos de crise, é normal cortar gastos e enxugar a máquina pública com a extinção de pastas ou setores que não produzem e servem apenas de cabides de emprego. Não seria diferente em Brasília, a capital do país. Só que aqui aconteceu algo sem explicação: o contingenciamento de R$ 12 milhões repassados pela União para programas de assistência social. Ou seja, o Governo de Brasília deixou de investir e perdeu o tal valor em 2015. Pergunto: o problema não era a falta de dinheiro? Por que cargas d’água então o GDF aumentou o preço das refeições do Restaurante Comunitário?

Devo confessar que estava com saudades de criticar o governador do DF, Rodrigo Rollemberg. O processo de impeachment da presidente Dilma desviou a atenção da imprensa local, que estava fiscalizando o governo “socialista” de forma implacável, especialmente a Nova Mídia. Só que o impeachment vai acontecer, e Rollemberg, ao que tudo indica, deve se encrencar se ficar constatado que houve pedalada fiscal ao aumentar impostos sem necessidade e não utilizar verba pública destinada à população CARENTE. Uma manobra que caracterizará pedalada, motivo que pode fundamentar a cassação do mandato da presidente da República.

É. O PSB, partido que defende a tese do socialismo em seu estatuto, faz um governo de direita em Brasília, aumentando impostos e penalizando até as famílias humildes que necessitam de refeições diárias nos restaurantes administrados pelo governo. E como desculpa, diz que o tempo é de vacas magras e que falta dinheiro no orçamento. Como? Doze milhões sem uso?

Quando Margareth Thatcher governou a Inglaterra (1979-1990), o “Thatcherismo” ficou conhecido por aumentar impostos sobre o consumo. No Brasil, é conhecido como o verdadeiro leão, que cobra tributos iguais de todos, sem levar em consideração a capacidade de contribuição de cada um.

Já em Brasília, cidade administrada por Rollemberg, os impostos apresentados pelo governo “socialista” vão além da cobrança igualitária do neoliberalismo: inexplicavelmente, o governador, com dinheiro em caixa, prefere não investir em favor dos mais necessitados e mesmo assim aumentar os tributos.

Thatcher deve estar se revirando no túmulo de espanto; Miguel Arraes pode estar se revirando de indignação com o partido que ajudou a crescer; já Rollemberg e os “socialistas”, não. Fazem uma gestão elitizada de autoelogio. O povo, especialmente os mais pobres, não vê a hora desse governo ir para casa.

Estão contando os dias nos dedos.

Fonte: Blog do Fred Lima