O que está por trás da sórdida campanha para desconstruir o mandato de Luzia de Paula?

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Nenhum dos 24 deputados distritais foi tão massacrado como a deputada Luzia de Paula (REDE), por ter destinado dinheiro público de suas emendas a grupos culturais do Distrito Federal. Por trás da famigerada campanha, alavancada pela mídia tradicional, existem interesses contrariados tanto no campo político, bem como interesses contrariados da chamada grande mídia. Em tempo: Luzia ‘e autora da Lei que destina 10% do orçamento de publicidades do governo as mídias alternativas.

Desde o inicio do Governo Rollemberg que a cultura tem sido transformado em algo supérfluo, tendo sido atingida pelos cortes orçamentários públicos em nome de uma crise que deixa espaços culturais fechados como o Teatro Nacional, alem de provocar a paralisia de quem produz arte e entretenimento em Brasília. “A cidade está culturalmente sucateada e falida”’ aponta Luzia de Paula.

Para sobreviver os grupos culturais e o próprio secretário de Cultura do DF desfilam com pires nas mãos junto aos distritais na esperança de que sejam incluídos na destinação de alguma emenda do orçamento. Foi o que fez e vai continuar fazendo a deputada Luzia de Paula junto com vários outros parlamentares.

“Moro em Ceilândia, a maior cidade satélite do DF, a 43ª maior do Brasil. Uma cidade que tem um movimento cultural muito ativo como o repente, forró, MPB, choro, rap, rock, reggae, saraus, teatro, literatura de cordel e hip hop. Sempre defendi a cultura apresentando projetos de lei e destinando emendas para o fomento a cultura. Isso não é nenhum crime”, disse a deputada ao Radar nesta quarta-feira (17). Ela contestou a sórdida campanha deflagrada pela imprensa tradicional que visa desconstruir o seu mandato e, ao mesmo tempo, a tentativa de fazer a sociedade acreditar que colocar dinheiro público em ajuda a grupos culturais das cidades e algo errado, imoral e absurdo.

Luzia de Paula disse que não se arrepende em ter destinado uma de suas emendas a Casa do Cantador para valorizar o trabalho de dezenas de artistas, com vários eventos em dias diferentes. “Esses artistas são pais de famílias, são nordestinos, mineiros e cariocas, enfim, eles relembram seus estados de origem por meio da cultura e encantam a nossa cidade”, defendeu.

Para a deputada, da mesma forma que destina emendas para a infraestrutura, Saúde, Educação, da cidade em que vive e cuida, nenhum político pode ser hipócritas e desconhecer que a cultura do DF merece a atenção e os recursos para a valorização de seus artistas e do seu patrimônio.

“Em Ceilândia temos a Brícia Helen, que recentemente brilhou e teve seu trabalho reconhecido para todo o país. Daqui saiu o Japão (cantor de rap), Legião Urbana, Capital Inicial, Cássia Helen e tantos outros artistas que são reconhecidos por todo o Brasil e pelo mundo, como a bailarina Gisèle Santoro”, apontou.

Luzia de Paula diz não saber claramente se existe uma motivação política por trás dessa campanha com o objetivo de desconstruir o seu mandato, bem como a intenção de sucatear o patrimônio cultural de Brasília construído a duras penas pelos artistas da terra. E vai além: “A imprensa está no papel dela de fiscalizar os recursos públicos, mas não podem se esquecer de que esta, também, é a função de nós deputados”, afirmou.

Luzia de Paula explicou que a mídia tenta passar a sociedade que são os deputados que saem por ai distribuindo dinheiro ao seu bel prazer. “Os parlamentares apenas destinam os recursos. Os produtores culturais apresentam os projetos nas administrações ou na própria Secretaria de Cultura que seguem normatização do executivo. Os recursos são pagos pelo poder executivo. As regras que estipulam o valor do cachê dos artistas são determinadas pelo SisCult, sistema da Secretaria de Cultura do DF”.

Por fim, ela deixou claro que vai continuar ajudando Ceilândia e o DF em todos os aspectos em especial aos movimentos culturais de sua cidade. “Sei que o preço é alto, mas entrei na política por uma missão de ajudar os menos favorecidos, seja na busca do direito a creche, na área da cultura, nas mídias alternativas ou na infraestrutura da cidade que é precária”.

Fonte: Radar Condomínios