O policiamento no Distrito Federal está funcionando?

442

PMDFPor Aderivaldo Cardoso

Falar de policiamento inteligente sempre nos remete a busca da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais, tendo como base os anseios da comunidade, mas o que significa isso na prática? Significa reduzir os espaços de atuação dos criminosos, redução do tempo resposta nas ocorrências, redução dos gastos nas operações policiais tendo como resultado o aumento da sensação de segurança e a qualidade de vida dos brasilienses.

No Distrito Federal ainda não podemos fazer um balanço da melhoria da segurança pública. Recentemente houve uma reformulação dos indicadores da segurança pública que só poderão ser aferidos mais a frente, mas algumas mudanças sensíveis já são visíveis.

Um dos pontos que devemos refletir é que no Distrito Federal sempre houve alternância entre “postos policiais” e “viaturas”, mas algo sempre funcionou, pelo menos no Plano Piloto, no quesito sensação de segurança, sabe o que é? O policiamento a pé, conhecido entre nós por “Cosme e Damião”. Esse tipo de policiamento é amado pela população, mas odiado pelos policiais. Durante nossos encontros neste portal iremos debater esses pontos.

Os postos policiais foram potencializados no governo Arruda, onde ele prometeu 300 postos, não funcionou. As viaturas foram potencializadas no Governo Roriz, com seu projeto “Tolerância Zero”, onde prometia a solução de todos os problemas de segurança pública, também não funcionou. E agora? O atual governo está desenvolvendo o projeto Viva Brasília. Irá funcionar? Somente o tempo dirá. E qual a diferença entre os dois projetos? Certamente a metodologia.

O último projeto utiliza uma metodologia conhecida e testada em outros Estados que entende a necessidade de redução do espaço de atuação dos criminosos, entende a necessidade da análise criminal e a importância de colocar o policial no lugar certo e na hora certa, compreende também a importância de ouvir a comunidade. Se entende tudo isso, então está funcionando? Só o tempo dirá!

Da Redação do Portal ABBP